Sozinha, mas não vou falar daquela solidão doída da maioria dos textos com este tema, sim daquela solidão que nos revela quem somos. Um momento difícil de encarar, mas necessário como comer e respirar.
Estou aqui só não por escolha, mas porque era pra ser assim, até quis sair de casa, como quem pressente que este momento urge em chegar, e encarar-se é o que mais adiamos na vida!
Mas cá estou, comigo mesma diante de um monte de coisas que preciso rever e refazer dentro de mim, tantas escolhas e decisões a tomar!
O silencio e a solidão revelam tantos barulhos dentro da gente ....muitas perguntas sem respostas! Somos um labirinto desconhecido de nós mesmos, um mundo inexplorado e assustador chamado nós!E a solidão é a única porta de entrada.
A borboleta
Uma larva, ventre no chão, pensava em sua infeliz existência invejando, ora as patas de um leão
ora as penas dos passarinhos. Pobre larva, tão desprezível, tão nojenta, tão insignificante...
Destinada a uma vida vazia e tristonha, deseja a morte, anseia o fim. Envolvida em suas tristezas, no galho de uma árvore tecia obstinada um duro casulo, ansiando que o mesmo lhe proporcionasse o fim desta vida de sofrimentos e humilhação.
Mal sabia ela que a dor ainda estava começando...
Terminada sua obra, pensou em descansar, mas que triste engano...Sentiu que algo lhe cortava por dentro, rasgando-lhe inteira, espremendo-lhe o ventre, sufocando, esmagando, estrangulando , tirando-lhe a vida, numa dor mortalmente insuportável. Debatia-se dentro do seu Casulo, lastimando tê-lo feito tão resistente. Queria viver, mas agora já não adiantava.Queria morrer para que a dor cessasse.
E o fim estava perto: Sentiu sua pele rasgando-se de dentro pra fora, e se desfazendo ...
Mas quando a pobre larva pensou que tudo havia acabado, o casulo rompeu-se e esta tornara-se um belíssima borboleta.
ora as penas dos passarinhos. Pobre larva, tão desprezível, tão nojenta, tão insignificante...
Destinada a uma vida vazia e tristonha, deseja a morte, anseia o fim. Envolvida em suas tristezas, no galho de uma árvore tecia obstinada um duro casulo, ansiando que o mesmo lhe proporcionasse o fim desta vida de sofrimentos e humilhação.
Mal sabia ela que a dor ainda estava começando...
Terminada sua obra, pensou em descansar, mas que triste engano...Sentiu que algo lhe cortava por dentro, rasgando-lhe inteira, espremendo-lhe o ventre, sufocando, esmagando, estrangulando , tirando-lhe a vida, numa dor mortalmente insuportável. Debatia-se dentro do seu Casulo, lastimando tê-lo feito tão resistente. Queria viver, mas agora já não adiantava.Queria morrer para que a dor cessasse.
E o fim estava perto: Sentiu sua pele rasgando-se de dentro pra fora, e se desfazendo ...
Mas quando a pobre larva pensou que tudo havia acabado, o casulo rompeu-se e esta tornara-se um belíssima borboleta.
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